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Amelia Constranghi
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Uma “idéia de jerico”

7/30/2010





Embora a nossa paciência e o nosso ceticismo já tenham atingido a patamares elevadíssimos, volta - e - meia somos atropelados por soluções ideativas estapafúrdias, imbecilidades explícitas, inimagináveis elucubrações, que os simples mortais, não têm a coragem de imaginar. Algumas causam frouxos de riso, outras, pertinentes preocupações.



Assim, neste vale misto de lágrimas e algazarras, vemos imprudências intelectuais, espantosamente ridículas, serem lançadas ao nosso colo e, por mais indigestas, descabidas e escabrosas que sejam, somos obrigados a aceitá – las, pelo simples motivo de que foram apresentadas por um imbecil qualquer, e endossadas por quem de direito, em geral, os nossos ilibados representantes parlamentares, useiros em imaginar as nossas partes pudendas, como uma convidativa bola, que eles, eméritos futebolistas, podem chutar à vontade. Destarte, sem o esperado critério, abonadas, elas passam a fazer parte do nosso dia - a -dia.



Não causa espanto que um energúmeno, sofrendo de megalomania incontrolável, após dar tratos a sua distorcida mente, proponha alguma norma, lei, nome, ou o que seja, para o uso, a adoção, o cumprimento, ou votação, de seus nefandos delírios.



Talvez, o mais incrível, não seja a idéia em si, e nem o seu mentor, mas que o abominável impropério levado à proposição, e ao arbítrio de um colegiado, ou plenário, inclusive, o voto popular, aquele conjunto de sumidades, avalize o crasso equívoco, como um verdadeiro achado, e assuma que a sua adoção será uma beleza para o resto dos mortais, e que do alto de seus deploráveis interesses e reconhecido oportunismo, aprove a propositura.



O pior, é que muitas vezes, e neste desgoverno mais amiúde do que a nossa paciência gostaria, os indigestos presentes de grego emanam dos mais altos escalões, quando não, do mais alto.



Neste caso, é quase certo que a indecência, avalizada por proposta da soberba eminência, será devidamente sacramentada.



A idéia de criminalizar a palmada, entre tantas, é uma delas, pois pode ser ridícula, uma cretina intromissão, mas sustentada por um “colegiado”, passará a ser lei. E, ai dos vencidos.



Muitas bizarrices têm pululado na nossa terrinha, algumas, se analisadas, atropelam a Constituição. Aquelas doidivanas idéias, em geral, surgem em surdina, atendem interesses, e são elucubradas “en petit comité”, e jogadas ao público, segundo textos legais. As Autarquias, os Ministérios e outros órgãos do desgoverno são matreiros na elaboração de “idéias de jerico”, de inúmeras, nem tomamos conhecimento, e somente os que sofrem na pele as suas conseqüências, chiarão e, se não tiverem um forte cacife, nada poderão fazer.



Nosso mandatário já teve e, ainda terá muitas “idéias”, quase todas enfiadas nossa goela abaixo, e não piamos, contudo, talvez a maior, a “idéia de jerico”, seja escolher ao seu total e ditatorial alvedrio, a Dilma como a sua candidata, e virtual presidenta do País.



Sob qualquer ângulo que analisemos a imodéstia, a mesma sempre será uma espantosa “idéia de jerico”. Sabemos que cada um sabe de si, e idiotices e descalabros podem ser propostos e assumidos por qualquer um. O duro será a sociedade, através do voto inconseqüente, passar recibo para esta tremenda “idéia de jerico”.



Meus amigos, nas outras bizarrias, nós estávamos de fora, agora, não. Pensem bem, vocês podem evitar o pior. Não avalizem o “poste de peruca”; nem a PÁTRIA AMADA, nem NÓS, merecemos.



O Brasil poderá ser a Venezuela amanhã.



Brasília, DF, 30 de Julho de 2010



Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
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