PALESTRA DO GENERAL LANNES
A palestra do general LANNES é de uma clareza que encanta. Simples e objetiva. O GRUPO GUARARAPES honra-se em repassar o trabalho do General Lannes. Poucos oficiais de uma inteligência tão brilhante. GRUPO GUARARAPES A Revolução Democrática de 31 de Março de 1964Gen Div (Res) Ulisses Lisboa Perazzo Lannes INTRODUÇÃOEpisódio decisivo de nosso passado recente, a Revolução Democrática de 31 de Março há 43 anos recebe, do Clube Militar, singela e justa homenagem.Em nossos dias, diante da avassaladora campanha há décadas conduzida pelos derrotados de 1964, “Comemorar a Revolução” adquire ainda maior significância, especialmente porque as gerações mais novas, expostas aos ventos da revolução cultural gramcista, foram ensinadas a ver, no 31 de Março, a data do “golpe que implantou no país os anos de chumbo de sanguinária ditadura militar.”“Comemorar a Revolução” representa, portanto, preciosa oportunidade para refutar falsificações, exageros e mentiras; e, sobretudo, para recordar, compreender, avaliar, exaltar e escutar os acontecimentos, os feitos e os ensinamentos daquela momentosa quadra da História pátria.31 DE MARÇO: TEMPO DE RECORDAR E DE COMPREENDERAntecedentes. Nos primeiros anos da década de 1960 o Brasil passou a viver período de crescente instabilidade política, militar e institucional. Após o governo Juscelino Kubitschek, as eleições presidenciais de 1960 haviam consagrado o nome do Sr. Jânio Quadros. Vestido, ao longo da campanha, com a capa da moralização das práticas políticas e do combate à corrupção, desde logo o novo presidente revelou seu temperamento instável e autoritário e passou a assumir atitudes que poucadúvida deixavam quanto a suas reais intenções de investir-se de poderes discricionários. Cerca de seismeses após assumir o governo, simulou renunciar à presidência, alegando não poder enfrentar as“forças ocultas” que o impediam de cumprir os compromissos assumidos com o povo brasileiro.Sabedor das sérias objeções e restrições que se faziam ao vice-presidente — o João Goulart (o“Jango”) — contava Jânio que a simulada renúncia não seria aceita e que o clamor público o fariaretornar ao Palácio do Planalto com plenos poderes, livre e desimpedido das amarras constitucionais.O estratagema não funcionou! O Congresso aceitou a renúncia e preparou-se para empossar ovice-presidente, então em viagem pela China Comunista. Visto pela oposição e pelas Forças Armadascomo herdeiro da política varguista e simpático ao comunismo, a posse de Goulart enfrentou sériasresistências, dividiu o Exército e colocou o país à beira da guerra civil. Diante do impasse, adotou-se o2parlamentarismo, e Goulart, finalmente, assumiu a presidência em 7 Set 1961, como chefe de estado,mas não de governo.De duração efêmera, o regime parlamentarista foi rejeitado pela esmagadora maioria dapopulação, em plebiscito realizado em janeiro de 1963.O caos programado. Investido dos plenos poderes presidenciais, João Goulart rapidamente passou aconduzir ações no sentido de implementar projeto golpista que desaguaria em um regime totalitário deesquerda. Insuflado e orientado por seu cunhado, Leonel Brizola, pregava a necessidade de “reformasde base” e a implantação de uma “república sindicalista”. Controlando o aparelho sindical, o governopromovia o grevismo, a anarquia e o caos, e o país passou a viver dias de intranqüilidade, estagnaçãoeconômica e inflação descontrolada. Enfrentar e debelar tão graves problemas, afirmavam Jango eseus aliados, impunha a necessidade urgente de “reformas de base”, “com ou sem o Congresso, na leiou na marra!” A mensagem não poderia ser mais clara!Os comunistas. Aliado ao esquema governista, porém com seus próprios objetivos, identificava-seainda um projeto revolucionário marxista-leninista, conduzido pelo Partido Comunista Brasileiro e seulíder, Luiz Carlos Prestes. A manobra revolucionária buscava uma “frente única” e a concretização deuma “Revolução Democrática Burguesa”, ao aliar-se à insurreição “burguesa” de Goulart e Brizola. Aoadotar esse processo, o PCB revelava fiel e rígida observância às diretrizes de Moscou, querecomendavam o “assalto ao poder pela via pacífica”, em contraposição a linhas de ação maisaçodadas e radicais (foquistas, trotskistas e maoístas), defensoras da luta armada.As Forças Armadas. Curiosamente, ambas as correntes — a janguista-brizolista e a comunista — viamna adesão e participação das Forças Armadas e, em especial do Exército, condição imprescindível paraa conquista de seus objetivos.Para isso, fazia-se mister neutralizar, enfraquecer e solapar as lideranças contrárias aos seusdesígnios e montar um “dispositivo militar” confiável, capaz de permitir e apoiar a ensandecida marchano rumo do totalitarismo. Os chefes militares foram classificados em dois grandes grupos: havia os“generais do povo” e os “entreguistas”; as divisões internas foram fomentadas; e criou-se artificial eperigosa cisão entre oficiais e graduados. Os sagrados princípios da hierarquia e da disciplina passarama sofrer permanente ataque.Em janeiro de 1964, em viagem a Moscou, Prestes deixou claro o papel e a importância dosmilitares brasileiros no processo revolucionário vermelho:... Oficiais nacionalistas e comunistas assegurarão, pela força, um governo nacionalista eantiimperialista... As reformas de base acelerarão a conquista dos objetivos revolucionários... O grande trunfo será o dispositivo militar.A Escalada e os Cenários Prováveis. Em março de 1964, a desordem e a intranqüilidade atingiramnovos patamares. Sucediam-se as greves, e aumentavam as arruaças e ameaças de intervenção de3grupos armados ligados a Brizola. A população sofria com o desabastecimento, os freqüentes einopinados cortes de energia elétrica e a quase diária paralisação do transporte público.Arregimentada pela grande imprensa, pela Igreja católica e por líderes políticos, a opiniãopública começara a protestar e a participar, maciçamente, de manifestações contra aquele estado decoisas. Em tão conturbado ambiente, três eram os cenários mais prováveis para a evolução do quadronacional: a implantação de um regime ditatorial de esquerda; o agravamento do anarquismo sindical; ea eclosão de uma guerra civil com conotações ideológicas. Claramente, a sucessão democráticanormal, prevista para ocorrer no ano seguinte (1965) tornava-se a cada dia mais distante e implausível.Confiantes nas “forças populares” e no apoio do “dispositivo militar”, Jango, Brizola e Prestesbuscaram escalar a crise, na certeza de alcançar, em curto prazo, desfecho favorável a seus propósitos.Três episódios caracterizariam essa decisão: o comício realizado em frente ao prédio da Central doBrasil, em 13 de março, marcado pela agressividade e radicalização das posições; o motim demarinheiros e fuzileiros navais, em 25 de março; e o discurso pronunciado por João Goulart no Clubedos Subtenentes e Sargentos do Exército, em 30 de março.O desfecho: um golpe? Dos três acontecimentos, os dois últimos influenciariam decisivamente aevolução dos acontecimentos, ainda que de maneira diametralmente oposta à imaginada por Goulart eseus companheiros de viagem. A incitação ao motim; o estímulo à quebra da hierarquia e da disciplina;a virulência de Jango; e a clara intenção de aprofundar a anarquia e a desordem despertaram nasforças vivas da nação a necessidade de pronta e enérgica reação, ainda que à custa da quebra daordem constitucional. A destemida e intrépida decisão dos Generais Mourão e Guedes de iniciar, emMinas Gerais, com absoluta inferioridade de meios, o deslocamento em direção ao Rio de Janeiro e aBrasília, aglutinou e catalisou a resposta da sociedade brasileira aos desmandos e à subversão. Arapidez com que o movimento se fez vitorioso, sem encontrar a menor resistência de nenhum setor dasociedade, constitui a melhor prova do repúdio popular ao esquema golpista engendrado por Goulart eseus aliados.A momentânea quebra da ordem institucional, respaldada e legitimada pelo Congresso e peloimenso apoio popular, salvou a democracia, ameaçada pela intimidação do parlamento, pela pressãodas massas sindicalizadas e pela anarquia das Forças Armadas. Desse modo, o 31 de Março de 1964... é, primordialmente, um fato político e não uma quartelada, como insinuam seus adversários edetratores...*Não pode, pois, ser rotulado como golpe militar, como, aliás, atestou o jornalista Roberto Marinho,em editorial do jornal O Globo de 7 de outubro de 1984:Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais depreservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica,greves, desordem social e corrupção generalizada... Sem o povo, não haveria revolução,mas apenas um “pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.* Gen José S. Fábrega Loureiro e Cel Pedro Schirmer, em “A Revolução de 1964” - Correio Brasiliense, 29 Mar 04.431 DE MARÇO: TEMPO DE AVALIARUma ditadura? Desencadeada para impedir a implantação do totalitarismo de esquerda, a Revoluçãodemoraria muito mais do que o inicialmente previsto e desejado por seus líderes para devolver o podera um civil eleito democraticamente.A causa principal do alongamento do regime reside, sem dúvida, na necessidade de enfrentar asubversão e a luta armada, intensificadas a partir de 1968 por organizações comuno-terroristas. Pelamesma razão, viu-se obrigado a lançar mão, em momentos extremos, de recursos amargos paraimpedir o país de mergulhar em prolongada guerrilha urbana e rural, deflagrada com o claro objetivo deimplantar no país a “ditadura do proletariado”. Não obstante o necessário e eventual uso de medidas deforça, a Revolução sempre teve como meta o restabelecimento pleno da democracia. Aliás, é bomlembrar que seu último presidente, o General Figueiredo, governou durante seis anos sem nenhum dospoderes discricionários outorgados por atos revolucionários.Não parece justo, portanto, acoimar de ditatorial um regime que exigiu o rodízio de lideranças, nãopraticou o culto da personalidade, não adotou o modelo do partido único, manteve os instrumentos delegalidade formais e, por fim, auto-limitou-se. Mais uma vez, a palavra do jornalista Roberto Marinhoilustra e esclarece:“Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, um regime deforça, consolidado há mais de vinte anos, que tenha utilizado seu próprio arbítrio para seauto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novosquadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maiorfeito da revolução de 1964.” (Julgamento da Revolução - O Globo - 7 de outubro de 1984)Os êxitos. Ao restabelecer o clima de ordem e paz e o princípio da autoridade, o período revolucionáriopropiciou profundas, benéficas e duradouras transformações. Nunca antes, na história deste país (enem depois), viveu-se tempo de tão acelerado progresso e concretas realizações. O quadro abaixopermite esclarecedora comparação:Período 1964/84 1985/89 1990/94 1995/02 2003/07Média/Ano 6,29 4,39 1,24 2,31 3,78Taxa Média/Ano de Crescimento Econômico Real Expresso em % do PIB - Fonte: IBGEApresentando taxas de crescimento não mais atingidas, o Brasil passou do 49º para o 8º lugar,entre as economias do mundo. Dentre outros feitos, a infra-estrutura do país foi modernizada eampliada; todas as capitais estaduais passaram a ser interligadas fisicamente, por estradas de muitoboa qualidade; incorporou-se efetivamente a Amazônia ao patrimônio nacional; desenvolveram-se asindústrias naval e aeronáutica; criaram-se a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrária e a EmpresaBrasileira de Telecomunicações; multiplicou-se por 9 a potência elétrica instalada, por 6 as reservas de5petróleo e por 15 as receitas com exportações; e as fronteiras econômicas expandiram-se, com aadoção do Mar de 200 Milhas.Iguais êxitos foram alcançados na área social, por intermédio de medidas como, por exemplo, aincorporação à Previdência Social de 20 milhões de trabalhadores rurais; a promulgação do Estatuto daTerra; a criação de órgãos e instrumentos de ação social como o FGTS e o PIS/PASEP; e a instituiçãodo MOBRAL e do Projeto Rondon.Diante de tão expressivas e incontestáveis realizações, não é exagero afirmar-se que aRevolução modernizou o Brasil e plantou as bases físicas que, ainda hoje, alicerçam a caminhada dopaís no rumo do pleno desenvolvimento, como sociedade livre e democrática.Certamente, equívocos foram cometidos. O balanço, todavia, é inquestionavelmente positivo, e aanálise isenta do período, “descompromissada com o emocionalismo próprio dos perdedores”,certamente revela resultados extremamente favoráveis, muito diferentes da “versão construída pelasesquerdas, com bases em referências ideológicas inconsistentes e ultrapassadas”.31 DE MARÇO: TEMPO DE EXALTARComemorar a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964 é também exaltar!Exaltar e homenagear as lideranças civis e militares que há quarenta e quatro anosdemonstraram a visão, o arrojo e o destemor para arrostar os perigos da hora presente e arrastar anação pelos caminhos que haveriam de possibilitar a preservação da democracia e a preservá-la docomunismo.Exaltar e homenagear os chefes militares que exerceram a presidência da república com osolhos postos, somente, na grandeza e nos interesses da pátria. Que pautaram suas atitudes pelocomedimento e pelo decoro; que levaram uma vida austera, sem jactâncias ou demonstrações dearrogância; que não se entregaram a conchavos, buscando reeleger-se ou perpetuar-se no cargo; quenão permitiram o culto a suas personalidades; que não vacilaram em adotar medidas duras eimpopulares, em vez de ceder às práticas do assistencialismo e do populismo voltados para amanutenção de vantagens eleitorais; que selecionaram equipes administrativas com base no mérito, enão para atender interesses subalternos; que se portaram com altivez e independência, sem sepreocupar em agradar grupelhos e corriolas ideológicas; que procuraram servir, e não servir-se docargo para enriquecer ou enriquecer seus familiares; e que, ao término dos mandatos, saíram de cenacom a serenidade própria de quem soube cumprir a missão.Exaltar e homenagear, principalmente, os incontáveis brasileiros, militares e civis, heróis anônimosque travaram e venceram o “Combate nas Trevas” contra a luta armada desencadeada em nossascidades e no campo por ensandecidos brasileiros cooptados por facções do comunismo internacional. Aexpressiva frase cunhada pelo General Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, antigo Ministro doExército, hoje gravada nas paredes de várias de nossas organizações militares, sintetiza a exaltação ea homenagem devidas a esses compatriotas:6“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora de agressão e da adversidade,cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que aNação não fosse levada à anarquia”Sim, estaremos sempre solidários, enquanto proclamarmos, com a força e o vigor possíveis, a“Grande Mentira” contida na afirmação de que a luta armada originou-se da opressão exercida pelosgovernos revolucionários, sobretudo a partir da edição do Ato Institucional Nr 5. Pois, como revela ocorajoso e franco depoimento de ex-integrante de um grupo guerrilheiro (sublinhados acrescentados),Não compartilho a lenda de que no fim de 1960 e no início de 1970 nós (inclusive eu) fomoso braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante acampanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projetodas organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo editatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documentodessas organizações em que elas se apresentem como instrumento da resistênciademocrática.*Estaremos sempre solidários, enquanto lembrarmos que o sacrifício supremo feito por tantosbrasileiros tombados na defesa da democracia e da legalidade não recebe ou recebeu as vultosas eobscenas indenizações pagas com dinheiro público aos que roubaram, assaltaram, seqüestram emataram.Estaremos sempre solidários enquanto repudiarmos as tentativas de opor o “Exército de hoje,democrático e profissional”, ao “Exército de ontem, golpista e torturador”.Estaremos sempre solidários, enquanto não permanecermos em acovardado silêncio diante dafarsa de meliantes que, em vez de se envergonharem de seus crimes ganham redobrada ousadia eorganizam-se para difamar e até levar às barras dos tribunais honrados militares que cumpriram o durodever de combatê-los.Estaremos sempre solidários, enquanto compreendermos que a democracia impõe aconvivência harmoniosa e respeitável entre contrários, mas não exige a bajulação, a subserviência, ashomenagens e as condecorações a antigos agitadores e terroristas que, de armas na mão, procuraramlevar a Nação à anarquia e ao comunismo.31 DE MARÇO: TEMPO DE ALERTARComemorar o 31 de Março, finalmente, convida-nos a ouvir vozes de alerta!Alerta, porque (para usar as palavras de respeitado Chefe militar) “No momento em que carece opaís de exemplos de lealdade, de prática da verdade, de honestidade, de probidade e de seriedade; nomomento em que ventos antidemocráticos sopram na América do Sul; no momento em que se* Depoimento prestado por Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, atualmente Professor de História Contemporânea naFederal Fluminense, em entrevista a O Globo7reescreve e distorce a História, com vil visão marxista”, é preciso relembrar e meditar sobre os ideais de1964.Alerta, porque, apesar de todas as demonstrações de tolerância, respeito à ordem democrática eperdão aos criminosos de ontem, as Forças Armadas continuam marginalizadas e tratadas comdescaso e mal disfarçada hostilidade. Alijadas das esferas decisórias da República, em nome daconcórdia tudo têm aceito, até o inaceitável, como o pagamento de régias recompensas a traidores edesertores que se levantaram para implantar, em nosso país, ditadura de modelo castrista, maoísta esoviética.Alerta, porque, na revolução cultural gramcista, “Heróis não são mais os que morreram pelaliberdade, mas os que mataram pela escravidão, e as homenagens não são mais para os homens dalei, mas para os homens sem lei”.Alerta, porque enquanto o banditismo alimentado pelo tráfico de drogas aterroriza cidades, ceifavidas e enluta milhares de famílias; o país integra foro de países que trata como aliada organizaçãonarco-guerrilheira de país vizinho, com claras e evidentes ramificações em nosso território.Alerta, porque, tolerados e apoiados pelo Estado e pelo estrangeiro, grupos revolucionáriosatuam livremente em todo o país e com invulgar capacidade de mobilização, invadem terras produtivas,destroem propriedades, incendeiam instalações e depredam preciosos laboratórios, na certeza de queestão acima e além da lei.Alerta, porque a pretexto de defender etnias indígenas, organizações não-governamentais eentidades com sede no estrangeiro controlam, na prática, ponderáveis porções do território nacional; e,recentemente, conseguiram, até mesmo, proibir um oficial-general do Exército de acompanhar, em áreasob sua jurisdição, visita de autoridade ministerial.Alerta, porque a sociedade, anestesiada por décadas de intoxicante doutrinação, assiste,impassível, a omissão e a cumplicidade criarem, no país, clima de desapreço à verdade e à ética, dedesrespeito à justiça, de desmoralização de instituições, de negociatas e escândalos.Que “o Brasil de todos” (de todos os brasileiros de bem), o Brasil verde e amarelo azul e branco,o Brasil que soube dizer “Não!” à cor vermelha em 1964, ao ouvir essas vozes de alerta, possaresponder como as sentinelas das velhas fortalezas portuguesas, que em suas rondas rompiam osilêncio da noite com o brado: “Alerta estou!”.CONCLUSÃOComo qualquer data histórica, comemorar a Revolução de 31 de Março de 1964 requer serenareflexão, para que possamos efetivamente entendê-la, avaliá-la, exaltá-la e dela retirar ensinamentos.Não se esgota, porém, nesses verbos, a tradicional comemoração promovida pelo Clube Militar.Porque, ao comemorá-la e proclamar seus feitos e ideais, o que fazemos é buscar a fé e ainspiração para continuar a lutar pela preservação das liberdades democráticas da Nação e a trabalharpela construção de uma Pátria justa... e pelo bem do Brasil!FELIZ PÁSCOAESTAREI AUSENTE ENTRE 9 E 12 DE ABRIL DE 2009
VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!
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